terça-feira, 20 de maio de 2014

E eu já nem me lembro do que passei...

Olá a todas(os)!

Eu hoje me peguei pensando que, oito meses depois da cura, nem consigo me lembrar direito do vaginismo. Ano após ano, eu dizia que no ano seguinte não viveria mais tendo que lidar com isso, estivesse eu sozinha ou acompanhada. De repente, me peguei com este pensamento: 2014 é de fato meu primeiro novo ano sem ter vaginismo, sem viver esse segredo que tanto me angustiava.

Confesso (e vcs podem comprovar por postagens antigas deste blog) que várias vezes pensei em desistir e imaginava: Vai ver que comigo é isso mesmo, a vida me quis assim, e eu não vou conhecer a sensação do sexo completo. Não pensem isso!!! A cura é totalmente possível, mas requer um caminho rumo a ela. Caminho de aprendizado, de abertura (engraçada essa palavra), de ação.

Abertura é uma metáfora importante, que também relembrei dia desses numa conversa com meu namorado. Uns 2 anos atrás, eu ainda era completamente fechada. Não sorria muito, não conversava com homens "estranhos" (que não eram conhecidos ou MUITO conhecidos de conhecidos). Era uma forma de afastar de todas as possibilidades. Essa é minha análise hoje. Eu fugia.

Não fujam, amigas(os). O vaginismo exige trabalho. Mas vale muito a pena o resultado.

Beijos. Falem, troquem ideias e tirem dúvidas aqui.