sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Em busca da cura

Psicoterapia, exercícios com dedos e dilatadores, lubrificantes, fisioterapia íntima, tem de tudo um pouco quando se fala em tratamentos para vaginismo. Mas relaxar é que é difícil. Eu mesma já iniciei o tratamento, com orientações da minha sexóloga/ginecologista. Parei, mas volto amanhã. De verdade.

Cada centímetro de penetração é uma vitória a ser comemorada, uma batalha ganha numa guerra! Lembro quando consegui introduzir um cotonete. Caramba, que sensação boa. "Eu consigo!" A vontade era sair contando, mas como ninguém sabe que passo por isso não dá!

O bom é que os exercícios sejam orientados por um(a) especialista. Na falta de dilatadores no mercado (assunto para um próximo post), usam-se dedos, absorventes e cotonetes. É preciso começar com um diâmetro pequeno (cotonete), ir introduzindo devagar, com direito a muito lubrificante e um espelho para acompanhar tudo.

A gente, que tem vaginismo, costuma conhecer muito pouco a vagina. Eu até hoje não costumo olhar a minha. Demorei a reconhecer, mas tenho certa aversão a vê-la. Não tenho problema em tocá-la, mas a tarefa não tem nada a ver com sexo a grande maioria das vezes. São toques para higiene, não para prazer.

Olhe-se. Esse é um bom primeiro passo. Espelho na mão e pensamentos positivos. "Sou bela. Isso é natural. Ela é feita para penetração." Depois, inicie os exercícios. Eu confesso: preciso voltar a fazê-los. Vou contar aqui, em breve, outra grande vitória pra vocês nessa área. Faça também sua experiência.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Afinal, o que é o vaginismo?

Não conseguir fazer algo que (quase) todo mundo faz com tanta naturalidade traz muitos grilos. "Afinal, o que eu tenho?", é o que a gente se pergunta. "É algo físico ou psicológico?" Na maioria dos sites, vaginismo é explicado como a contração involuntária dos músculos da vagina que impede a penetração. E não só do pênis: fazer um exame ginecológico ou colocar um absorvente interno viram uma tarefa pra lá de complicada. Podem haver ainda sinais de pânico, tremores, suor excessivo...

Especialistas classificam vaginismo como disfunção sexual. Sinceramente, o nome é o que menos importa para quem sofre com suas consequências. A causa gera mais angústia. Fatores físicos e orgânicos - como septo vaginal e desequilíbrio hormonal - estão entre as hipóteses. Mas o lado psicológico, dizem os médicos, é o que normalmente pesa. Traumas de abuso/estupro, educação repressora... penso que isso também pode ser um mito, pq nunca vivi situações desse tipo (até me considero bem cabeça aberta). Falei isso na minha primeira consulta com a sexóloga, e ela disse que, por ter tentado algumas vezes a primeira penetração, isso pode ter gerado um bloqueio.

O fato é que há uma unanimidade: a imensa maioria dos casos de vaginismo tem cura (quero acreditar 100% nisso!). Falaremos sobre tratamentos no próximo post. O importante é que você deixe aqui seu depoimento para enriquecer essa discussão.

Uma luz


Uma luz... É isso que pretende ser o Amor Perfeito, um blog voltado a ajudar mulheres que sofrem com um problema que normalmente está fora da mídia e das conversas familiares: o vaginismo. A dificuldade ou impossibilidade de se ter uma relação sexual traz muito sofrimento a quem sofre com ela. E se trata de um sofrimento velado... Homens também são diretamente afetados pelo problema e raramente sabem como ajudar suas parceiras. Mas falaremos sobre isso com mais detalhes nos próximos posts. É muito importante que você participe, trazendo sua experiência, suas dúvidas e soluções. Sim, soluções! O objetivo deste blog é colocar esse assunto em pauta (inclusive na mídia) e promover felicidade a mulheres, casais e famílias. Conte com a gente, porque a gente espera poder contar com você!