sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Primeira transa com outro homem = frustração

Senti, há pouco tempo, o quanto não deveria ter perdido tempo e realmente perseguido a cura do vaginismo. Tive meu primeiro contato sexual após anos, o primeiro sem que fosse com meu ex-marido. O saldo foi triste: não consegui, claro, a penetração. E o homem, em questão, desapareceu depois da noite frustrada. Foi meu primeiro envolvimento, de fato, após o divórcio. E parecia a perfeição: ele é (é, porque ainda existe, ainda que longe, bem longe de mim!) bem do tipo que me atrai em todos (quase todos) os sentidos: fisicamente, em certas atitudes, em várias características. Foi realmente o cara que mais se aproximou de tudo aquilo que sempre desejei na minha vida, bem mais até que meu ex. Mas, no encontro, ele (que é mais novo que eu) foi muito ostensivo pra cima de mim (disso eu realmente não gostei), em um segundo, com quase nada de conversa (naquela noite, já nos conhecíamos). E apesar de eu saber que não "daria conta" do ato sexual me deixei levar pela forçação de barra. E, óbvio, não consegui a penetração. Foi extremamente dolorido. Dolorido na hora, dolorido depois. No dia seguinte, quase não conseguia me mover mesmo. Ir ao banheiro, então, sentar, deitar... Foi difícil. Mas difícil mesmo foi a dor interna. A dor de saber que eu não deveria ter deixado tanto tempo da minha vida passar. Que eu deveria ter feito fisioterapia, exercícios, sessões com a sexóloga, sei lá. Eu precisava ter me curado logo. Passaram-se anos, e eu continuo na mesma. Foi imensa também a dor do silêncio, já que não divido com ninguém essa questão do vaginismo. Sou apenas eu e vocês. Talvez, pela forçação de barra que foi, o cara em questão nem quisesse mesmo nada nada nada comigo que não fosse o sexo. Ficou evidente. Mas a sensação que fica é de fracasso, de frustração PRA MIM. Às vezes penso: "Será que se a noite tivesse sido maravilhosa ele não teria me ligado no dia seguinte?!", "Será que a não penetração foi a única responsável por acabar com essa chance maravilhosa que tive de ser feliz?". Essa pergunta eu nunca poderei responder.