quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Novo blog, rumo à cura

Já falei disso aqui algumas vezes: quando criei este blog, em setembro de 2009, não tinha ideia de quantas outras mulheres sofriam com vaginismo e muito menos de quantos espaços parecidos surgiriam na internet com o mesmo objetivo. A partir daqui, conheci outras histórias, de mulheres e homens, muitos blogs, muitas especialistas rumo à cura. E outro conheci hoje: o blog Vaginismo, rumo à cura. Nele, há relatos de progresso de psico e fisioterapia, episódios que muitas de nós vivemos (no presente ou no passado). Sempre é válida a troca de experiência (não me canso de bater nessa tecla).

Beijos a todas e todos

A cura existe. E está próxima!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Guia de exercícios (e persistência)

Gente,

Tudo bem? Quero voltar a um assunto de muita importância na questão do vaginismo: a persistência. Todas nós conhecemos a vontade da mulher que vive esse problema, a vontade de se curar. Mas também conhecemos a dificuldade de vencer o medo da dor na hora da penetração.

Bem, a saída é a persistência. Penso, inclusive, que é o único caminho. Porque é com as tentativas de penetração, aliadas ao pensamento de que o sexo é algo natural e maravilhoso, que se chega à cura. Por isso é importante fazer os exercícios de dilatação, seja com os dedos, seja com dilatadores, com cotonetes...

Exercite-se diariamente. Que tal montar um programa para isso? É algo bem pessoal, mas vou dar umas sugestões agora, um passo a passo:

1) Entre no clima. No meu caso, sempre preferi pensar coisas sensuais/sexies. Vestia até uma lingerie legal, como se realmente fosse fazer sexo com alguém. E me tocava, descobria o que mais gostava, tudo muito envolvente e excitante.

2) Antes da penetração, respire. Puxe o ar com calma, lá do fundo, expire. Faça isso várias vezes para diminuir a ansiedade. Relaxe mesmo.

3) Se você não consegue introduzir nada nada, comece com o cotonete. Lambuze-o bem com gel lubrificante (KY é mesmo o melhor, na minha opinião, mas pode ser de outra marca) e encontre a melhor posição para introduzi-lo. No meu caso, eu preferia ficar de pé, com uma das pernas sobre o vaso sanitário/cama. Se achar melhor, use espelho (eu não usava, ia testando devagar a entrada da vagina, porque ela não é reta!).

4) Durante a introdução do cotonete (ou dedo ou dilatador), eu pensava que a vagina era feita para receber um pênis, tinha elasticidade. Há um buraco ali, pra isso mesmo. Quando doía eu parava, mas não retirava o objeto. Respirava de novo e pensava: "A vagina é feita para isso. Eu vou conseguir mais um pouco". E seguia.

5) Não consegui, claro, tudo o que queria de uma vez. Mas no dia seguinte continuava. Por várias vezes, fiz intervalos longos entre uma tentativa e outra. Sugiro que sejam mais persistentes que eu (que já consegui a cura!!!). Vocês conseguirão num tempo ainda menor que o meu, tenho certeza.

6) Venceu o medo com o cotonete? Tente um dedo. Superou a dificuldade com um dialator? Faça o exercício com outro maior. E por aí vai, até chegar a vez do pênis! E siga sempre contando com uma atmosfera sexy, de sedução, feminilidade. Vale muito a pena!


A cura existe!

Abraços pra todas(os)