quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Troca de experiências

Olás! Como vcs estão?

Olha, recebi de Liris Wuo (ver no primeiro comentário do post anterior) um convite para um encontro com pacientes e pessoas que lidam com a questão do vaginismo. Não poderei comparecer, infelizmente, mas me fez pensar o quanto a troca de experiências é importante. Pra mim, que criei este blog em setembro de 2009, é um fato comprovadíssimo. Por aqui, desabafei, pesquisei, conversei e percebi o quanto quem tem vaginismo sofre de forma parecida, normalmente anônima e calada.

A troca de experiências é fundamental. Por isso, se vc se sentir à vontade, fale mais por aqui. Fale o que sente, seus medos, suas angústias, suas conquistas. E também comente sobre o que outra pessoa sente, de forma respeitosa, evidentemente e como sempre foi por aqui (somos todos adultos, sensíveis, responsáveis). Acho que um fórum de ideias seria mesmo muito bom para todos. O espaço está mais do que aberto.

Abraço para todos(as)


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Os dias depois da primeira vez

Olá a todas e todos!

Estou de volta pra relatar esses três meses de vida sexual plena. Plena e ativa, gente. Felizmente, tenho vivido minha sexualidade de forma bem intensa. E essa atividade, além de prazer e de satisfação pessoal, me trouxe uma consequência: tive infecção urinária, a chamada doença das noivas. Eu e meu namorado fazemos sexo numa média de 8 vezes semanais (nunca imaginei isso!!), e essa situação, aliada provavelmente a uma baixa imunidade, me trouxe essa novidade. Depois de alguns bons dias de antibióticos, a ardência e a dor ao fazer sexo e também ao urinar melhoraram. Infecção urinária é algo sério, não dá pra brincar.

Ao mesmo tempo, apareceu uma alteração no meu exame preventivo (sim, consegui fazer o exame normalmente, minha médica ficou até emocionada). Se antes eu fazia o exame com espéculo de virgem (e com dificuldade), agora fiz tudo normalmente e sem dor. Uma vitória! Mas depois veio a notícia desse fungo, sei lá. E,para isso, a saída é uma pomada aplicada dentro da vagina, durante sete dias. Meu namorado também deve precisar de tratamento. Vamos ver isso aí.

Quanto ao sexo propriamente dito, melhorou bastante nas primeiras semanas seguintes à primeira vez. Depois, por motivos também alheios ao relacionamento, fiquei com dificuldade de chegar ao prazer na maioria das vezes. Estava preocupada com tantas outras coisas. Mas aos poucos tenho sentido prazer de novo e espero voltar às ondas de orgasmo dos primeiros dias de descoberta.

E vocês? Como estão? Contem, tirem dúvidas. Lutem pela cura, porque ela existe!

Beijos

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Chegou o dia: eu consegui a cura!!!! (post completo)

É feliz e emocionada que  volto ao blog depois de tanto tempo. E venho com a notícia que sempre sonhei dar aqui: eu consegui a cura!  Hoje, consigo uma relação sexual completa e prazerosa!!Tudo aconteceu de uma forma totalmente imprevisível pra mim: conheci alguém que, à primeira vista, só parecia querer sexo. E era  isso  mesmo , ele próprio confessou. Mas não topei, o contato  surpreendentemente evoluiu,e dias depois voltamos a nos encontrar . Nesse encontro, fui parar no ap dele, mas sabendo que não conseguiria, por causa do vaginismo, de novo brequei. Na noite seguinte, novo encontro. E, sem saída e diante de um interesse sincero dele em entender, resolvi contar sobre a contração excessiva. Ele perguntou se poderia tentar, e eu disse que não adiantaria, mas ele primeiro introduziu um dedo. Achou mesmo muito resistente e em seguida colocou o pênis. E foi. Entrou tudo. Não acreditei e perguntei : Mas entrou mesmo? Tudo? E ele dizia que sim. Transamos aquela hora (eu não gozei, mas tava tão feliz) e horas depois. Saí pelas ruas me sentindo tão mulher, tão completa, tão plena (sempre  quis usar essa palavra aqui!). Transamos mais na noite seguinte. E nos dias seguintes... e só tem melhorado. Nos primeiros dias, senti um desconforto no assoalho pélvico, por usar os músculos da área. Agora, não sinto nada, ou melhor, sinto prazer boa parte do tempo, de vårias formas, em várias posições. Gente, a cura existe.  Na minha opinião, foi uma conjunção de fatores: exercícios com dilatadores, conversa sobre o que eu tinha, paciência, tesão, tudo junto. Foi, e tem sido bom demais. Não vejo a hora de encontrå-lo pra recomeçar tudo ou continuar... Vale a pena, gente! Façam os exercícios, se conheçam, se amem. Porque isso faz toda diferença. A gente  merece muito ser feliz, ser plena. E oferecer essa palavra plenitude a quem está conosco. Ajudemo-nos e também aos nossos homens. O desejo move tudo. Move a vida, traz felicidade quando realizado, bem realizado. Eu lutei anos contra  o vaginismo e cheguei  desacreditar da cura. Hoje sei que ela existe. E estou muito feliz. Mas ficarei mais feliz ao ouvir ou ler os relatos de vcs , que estão próximos acontecer. Beijos, queridas e querido(s).  Continuarei aqui sempre. No meu próximo post explico por quê. Amor Perfeito

terça-feira, 21 de maio de 2013

Evoluções

Olá pra todo mundo!

Tive algumas evoluções e quero dividir com vocês. Estava sentindo falta daqui, de sua companhia. Mas voltemos ao assunto evolução: eu e o ficante sentimos que a penetração aconteceu mais. Ainda não foi do jeito que eu quero e da forma como achei que seria, mas senti que o pênis entrou mais, e sem dor. Há a resistência, a dificuldade, e isso é chato pra c%R$%¨&. Muito mesmo, porque eu quero muito uma relação completa, inteira, selvagem até (risos). Mas quando ele tenta continuar os movimentos, o pênis sai, já que a penetração não é tão profunda. Eu fico chateada, porque quero muito ter prazer e proporcionar prazer. Mas assim fica complicado.

O ficante é maravilhoso. Tenta, tenta, tenta. E sei o quanto é frustrante, porque dá pra sentir que gera desânimo após tantas tentativas (da parte dele também). Mas ele tenta disfarçar. Então, depois da primeira transa, dessa última vez, eu falei que precisava conversar com ele sobre algo. E expliquei tudo: que eu tenho uma contração da vagina que vai além do normal, que apesar de ficar super à vontade e excitada eu travo... Até peguei a mão dele pra simular os movimentos de contração e ser didática na explicação.

Ele entendeu, mas disse que achava que eu travava como outras mulheres quando estão nervosas e tal. Disse que nunca sentiu que algo diferente e que achava que se eu desencanar mesmo, soltar a cabeça e tal vai rolar. Foi tranquilo. E eu fui além: mostrei tudo, me abri, mostrei dilatadores (perguntei antes se poderia lhe mostrar algo sem chocar... risos), contei do blog, da rede de apoio aqui, dos relatos de cura, da minha médica, dos exercícios, falei tudo. Ele fez algumas perguntas, reagiu de forma serena e até positiva (especialmente sobre o blog). Mas ficou surpreso ao saber que ninguém (além do ex, das médicas e de vocês) sabe de tudo.

Depois (bem depois) ainda tentamos mais uma vez. Sentimos entrar um pouco, mas eu quero tudo. Sempre fico na dúvida se nós vamos ter outras vezes juntos: apesar da cumplicidade, da intimidade, de tudo não temos compromisso (e isso já ficou óbvio). Mas eu espero que sim e que, da próxima, entre mais, entre tudo. Eu quero me abrir cada vez mais. Pro sexo, pra vida, pra mim e pra os outros. Isso me fez bem.

Beijos. E me contem de vocês nos comentários.



sábado, 6 de abril de 2013

Mais uma consulta com a sexóloga

Olá a todos!

Voltei a ver a sexóloga hoje. Expliquei pra ela alguns itens do meu dever de casa.

1 - Fazer exercícios só com os dois últimos dilatadores: tarefa cumprida. Faço só com o maior de todos, direto. E apesar de dar uma resistência logo no início depois faço tudo (entra e sai) e tiro e volto a colocar sem problema. Até gozo. Várias vezes.

2 - Comprar um pênis de borracha: não fiz. Fiquei com vergonha do sex shop. Ela disse que preciso vencer isso, inclusive. E me deu dicas. Vamos ver. Vou tentar. Sei que a prótese ajudará nos exercícios, por ser maior, mais parecida anatomicamente com um pênis de verdade.

3 - Iniciar a fisioterapia: não fiz. Porque não acho terapeuta (embora não tenha me esforçado tanto tanto a ponto de encontrar). Mas é agulha no palheiro, porque preciso ligar para profissional por profissional, explicando do que se trata para saber se atua nessa linha. Mas a médica disse que, na fase em que estou, talvez nem preciso mesmo de fisioterapia.

4 - Contar pro ficante sobre o que tenho: nada. Nem nos encontramos mais. Se houver uma próxima vez, é minha vontade sim. Acho que passou da hora de falar.

Bem, dito tudo isso, falei com ela que consegui outra coisa legal. Introduzo os dedos sem resistência e sem me sentir nervosa com isso. Ela disse que a cura realmente está muito próxima. Tomara!

Beijos a todos e me contem de vocês. Vamos nos exercitar, trocar experiências e nos curar.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Pedido atendido por amiga aqui do blog

A fisioterapeuta Livia Frulani, que também descobri graças a esse mundo da internet, atendeu a um pedido: queria que ela falasse, no blog próprio, sobre tratamento de vaginismo. E ela, muito querida, fez isso. O resultado está neste post _ http://liviafrulani.wordpress.com/about. Espero que visitem, gostem e comentem. Eu já fiz isso.

Lívia, obrigada de novo. Conte sempre mais detalhes mesmo desse tratamento que pode ajudar tantas mulheres, casais, famílias. Parabéns pelo trabalho. Grande abraço

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Chorei

Oi a todas e todos!

O título pode assustar, mas é positivo, eu acho. Eu literalmente chorei alguns minutos atrás. Ando com o choro meio preso, há meses, e isso de ter chorado então é bom. Foi um choro de felicidade também, porque consegui fazer o exercício como a sexóloga mandou (só com os dois últimos dilatadores) e com certa facilidade.

A facilidade foi tanta que, com o maior, eu consegui gozar como nunca havia conseguido na vida. Tudo bem, estimulando também o clitóris, mas foi inédito, sem desconforto.

Chorei de felicidade, por ter tido um orgasmo com algo dentro de mim. E também chorei de tristeza, por ainda não ter vivido isso com um homem, de verdade.

Essa é minha evolução desde o post anterior. Eu e o ficante até tentamos nos ver, mas houve desencontros. Desde então só silêncio. Não sei como será com ele. Comigo será a cura.

Abraços pra vcs. Quero notícias e mais informações que ajudem a mim e a outros visitantes do blog rumo à cura. Tenho certeza de ter o apoio de vcs todos, o que me deixa muito feliz.

terça-feira, 5 de março de 2013

Fisioterapeuta uroginecológica

Olá!

Um dos motivos de eu ter voltado à sexóloga foi achar que sozinha não dou conta de me curar. Não sei se estou certa (aliás, não sei se estou certa em quase nada nesta minha vida), mas acho que com orientação especializada, profissional, com equipamentos e técnicas será melhor do que só tentar os exercícios com os dilatadores.

Assim, perguntei à médica se indicaria alguém, se conhecia o trabalho de alguma profissional da área. Ela lembrou de uma, mas diz que faz tempo que não tem o contato dela e tal. Vou tentar encontrá-la via plano de saúde. Outra coisa: a sexóloga me disse que era bem provável que o plano não aprovasse de cara a fisioterapia por conta de vaginismo. Assim, no encaminhamento, ela colocou que eu tenho incontinência urinária (o que também pode gerar desconfiança, pela minha idade e pelo fato de não ter filhos), mas simbora tentar.

Quando der tudo certo, falo pra vocês aqui. E, se alguém tiver experiência na área de fisioterapia, favor trocar informações conosco pelos comentários.

Beijos pra vcs todos

sábado, 2 de março de 2013

Volta à sexóloga

Oi a todos!

Depois de alguns longuíssimos e tenebrosos invernos (e verões, primaveras, outonos), voltei à sexóloga. É uma profissional que tem formação em ginecologia, terapia (Gestalt, de família) e pessoa ótima. Isso faz toda a diferença pra mim. Gostei dela de cara, há sete, oito anos (tempo voa), quando a conheci. Estava casada, tive umas quatro consultas, e a quinta deveria contar com o então marido. Ele nunca quis. Enfim, a separação veio, e eu nunca voltei. Pensava, mas repensava, adiava. Agora, chega. Voltei mesmo.

Foi difícil conseguir marcar. Ela é concorrida, atende nessa especialidade apenas duas vezes por mês. Marquei em janeiro pro fim de fevereiro e ainda ligava sempre para perguntar se ninguém havia desistido antes, se não havia lugar pra mim. Só houve mesmo o horário que marquei, e lá estava eu, no meu tempo, tempo reservado pra mim.

Eram tantos anos passados (cinco desde a última consulta) que foi difícil até encontrar minha ficha. Ela meio que me reconheceu, mas teve que recapitular tudo, e foi bom. Eu mesma relembrei coisas, mexi de novo nessa gaveta incômoda, dolorida, mas que faz parte da minha história. Lembrar o que o ex falava, como agia, como eu agia e ajo. Enfim. Contei tudo.

A melhor parte foi dizer que todos os dilatadores entram, ainda que com alguma dificuldade (os maiores). Ela adorou. Contei do "ficante", das tentativas, do sexo. Ela também adorou. Disse que, pelo que falo, a cura está mesmo muito próxima. Eu adorei. Ela explicou que o fato de eu não sentir medo/fobia do sexo é um facilitador enorme. Ela disse que muitas mulheres temem até o abraço, o toque. Eu não, gente! Adoro tudo! Queria mesmo que tudo rolasse logo, fosse suave às vezes, selvagem em outros momentos (calorrrrr)... rs

Por isso, o "protocolo" pra mim não precisa necessariamente seguir alguns pontos. Tipo: ela indicou que na próxima vez (tomara que haja!) eu e meu ficante abusemos do gel lubrificante e, comigo por cima ou de quatro, tentemos a penetração. E, à medida que ela acontecer, o pênis deveria ficar parado. Mas, como não tenho pânico/pavor/fobia, isso não necessariamente precisa ser seguido. O ritmo pode ser mais lento que o normal, mas pode haver um ritmo.

Além disso, podemos tentar outras posições (ela normalmente sugere a mulher por cima porque é mais fácil a mulher não ter medo, controlar velocidade e penetração, e tal). Deu outra dica: de quatro ajuda, porque a vagina não é um canal reto, mas curvo. Papai-mamãe já é mais complicado nesses casos, ela falou.

Bem, além do "dever de casa" a dois (que inclui contar pra ele o que se passa, de modo suave, tranquilo), ela orientou que eu continue com os dilatadores (tentando já começar dos grandes, esquecer os pequenos) e comprar um pênis de borracha, que tem formato, textura e tamanho mais parecidos com os verdadeiros. Confesso que tenho vergonha de ir a um sex shop, mas darei um jeito. Falei com ela que era minha meta, porque também acho que ajudará nos exercícios ter um semelhante a um original.

Volto à médica em um mês. Nessa última consulta, foi mais de uma hora de conversa. Falei sobre o blog, sobre nossa rede de troca, sobre um monte de coisas, gente. A cura está muito próxima, ela disse. E está mesmo pra todas nós que agimos e queremos.

Beijos, amores. Tô felizaça. Vamos continuar lutando juntas(os), porque A CURA EXISTE E ESTÁ PRÓXIMA!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mais uma vez com ele

Ei!

Cá estou eu de volta. Havia avisado que demoraria a retornar, mas volto com novidades. Não são ainda as que eu gostaria de dizer, mas tenho cumprido meus exercícios (ainda que não diariamente) e consigo introduzir todos os dilatadores, inclusive o maior de todos.

Mas a principal novidade é mais um encontro real que tive. Como disse, eu adoraria que a notícia fosse: "Consegui uma relação sexual completa". Não foi o caso AINDA. Senti que fiquei mais solta, que o pênis entrou um pouco mais, mas a penetração inteira não foi possível. Contamos apenas com a lubrificação natural, o que prejudica um pouco. Quando faço os exercícios, lambuzo os dilatadores e a mim mesma com KY, e isso faz a diferença.

Na parte afetiva, as coisas seguem indefinidas, o que (eu sei) também não ajuda no processo como um todo. Meu "ficante" (sinceramente não sei nem como classificá-lo) se mostra supercarinhoso, paciente e persistente (se é que me entendem), mas não conseguimos conversar abertamente a respeito do que tenho. Claro que mora uma interrogação imensa na cabeça dele sobre isso. Quero conversar antes da próxima vez (se essa nova vez acontecer, porque na minha cabeça mora uma interrogação maior ainda).

Seja como for, entendo que preciso me curar. Ontem. Agora. Pra sempre. Pra mim.


Abs a todos. Contem-me de vocês, porque sinto falta de saber como estão também.