sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Todos os dilatadores entraram

Oi a todos!

O título desta postagem é uma grande conquista pra mim. Consegui introduzir todos os dilatadores do meu kit, do menorzinho ao mais próximo ao tamanho real de um pênis. A minha felicidade não se deve ao fato de obter êxito rápido (fiz a pentração de um por um, e isso levou cerca de uma hora). A alegria é principalmente porque venci o medo. Comecei, continuei, persisti e consegui.

Lavei bastante os dilatadores, passei muito lubrificante KY e à medida que ia introduzindo pensava que era possível aquilo acontecer. Também criei um clima comigo mesma, de masturbação (o que pra mim não é raridade), e de imaginação.

Cheguei a pensar que os dois últimos dilatadores (são 6 ao todo) não entrariam. Mas pensava: "Eu mesma estou guiando isso aqui, sei que grau de dor sinto, posso parar a hora que quiser, mas não farei isso". E realmente consegui.

Nesses dois últimos houve um ligeiro incômodo, uma ardência, mas senti prazer na penetração. Sensação inédita e maravillhosa. Fiquei me imaginando numa relação verdadeira e como será bom quando isso acontecer. Porque vai acontecer. Vai sim.

Os exercícios continuarão. E espero que seja cada vez melhor até o ponto de a ardência sumir. Penso até em comprar um vibrador mesmo, com aquele aspecto bem real, pra aproveitar enquanto o parceiro não aparecer. A chave é a persistência, o não ao medo, à confiança em nós mesmas e no nosso corpo, na natureza divina que não faria um órgão para não exercer sua função. Que seja um cotonete (comecei assim), mas a penetração é natural e possível e deve ser comemorada.


Grande beijo a todos. Podem me cobrar, porque a cura está muito muito próxima. E quero todos e todas comigo para celebrarmos juntos as nossas conquistas, porque elas virão. Aproveito para deixar um Feliz Natal a todos (terei que me afastar da internet, daí o sumiço que podem vir a notar)!!!


(Post antigo com foto dos dilatadores: http://ameperfeito.blogspot.com/b/post-preview?token=OkMWvTsBAAA.mVD6N2Jkc5B8REguC53wbg.nsuvIFBLh6Ifn_OfBp0UTQ&postId=1232798576136143030&type=POST)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ele reapareceu. E preciso me curar

Ei a todos e todas.

Como expliquei a Marcelo (maridovaginista.blogspot.com.br), o meu sumiço neste espaço (e do blog dele) deveu-se à minha vida (corrida) e a problemas tecnológicos, e não com indiferença ou algo do tipo. Mas acho que vocês, meus amigos, têm todo o direito de me cobrar. E peço que me cobrem inclusive exercícios, porque não tenho feito nada pela minha cura, cura que quero (e de que preciso) tanto!

O homem com quem me relacionei recentemente e com quem tentei fazer sexo (e não consegui, obviamente) reapareceu. Não sei se já comentei aqui, mas foi o homem que mais me despertou desejo em toda a minha vida (será que exagero ao dizer isso? Provavelmente não). É, fisicamente, praticamente tudo o que quero mesmo.

Novamente, houve a tentativa de sexo, mas ele foi maravilhoso. Desta vez, inclusive, nem tentamos penetração. Sinto (ou temo) que tenha sido a última vez que estaremos juntos, porque sempre penso o quão ridículo é estar com um homem e não conseguir completar uma relação, o quanto isso é infantil. Sinto muita vergonha dele!

Realmente, tudo (tudo, tudo) o que eu queria era ter uma relação inteira, normal, plena e satisfatória para nós dois. Sinto que seria, realmente, uma outra mulher e que o relacionamento poderia ser diferente. E que, talvez, recuperasse a esperança numa vida a dois.

Peço, mais uma vez, que me cobrem. Preciso me curar. Para ser feliz (seja por quantos minutos for) com este homem ou outro. Preciso ser feliz no sexo e na vida.

Imenso abraço a todos. Espero seus comentários (e cobranças)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cura aos 55 anos

De novo garimpando informações, achei o resumo de um trabalho médico. Relata que uma mulher de 55 anos, nunca penetrada, foi curada. O texto e o link estão abaixo.




VAGINISMO PRIMÁRIO EM MULHER CLIMATÉRICA CASADA HÁ 29 ANOS - RELATO DE CASO

Autor(es): Oliveti EMP; Oliveti A;
Apresentador(a): Elza Maria Panka Oliveti

Introdução: Vaginismo pode causar intensa frustraçao na mulher e problemas relacionais, podendo gerar inclusive anulação do casamento devido matrimonio não consumado,caso não seja diagnosticado e tratado(1).Define-se como espasmo involuntário recorrente ou persistente do terço externo da vagina que interfere no intercurso sexual (2).Essas mulheres tem crenças erroneas sobre sua vagina e ideação de dor catastrófica (3).O constrangimento da mulher dificulta e adia o problema , o que suscita ao médico que além do exame ginecologico que confirma o espasmo vaginal (4) , faça perguntas adequadas e encaminhamento correto (5).O climatério com repercussoes vaginais pode agravar o problema dessas mulheres já sofridas,por isso a bordagem multidisciplinar é a conduta atual mais indicada(6).
Relatamos caso de diagnóstico tardio de vaginismo primário em mulher menopausada de 55 anos, casada há 29 anos , residente em Maringá. Queixava-se de não conseguir ter relação sexual completa,“parece que uma tora vai entrar em mim”. Apesar de ter passado muitos anos nesta situação,o que levou-a a adotar 3 filhos, ainda “sentia desejo de realização sexual “,já que, sendo climatérica, uma gestação não seria mais possivel. Descobriu o que tinha somente há 3 anos, apesar de antes ter consultado vários médicos. Buscou então,uma psicóloga, mas também não obteve resultado. Conta que sofreu abuso sexual de um primo adulto, e castigos severos da mãe quando na infância sentiu prazer no genital . Ouviu na infância sua mãe contar que teve muita dor e “ele foi um cavalo” referindo-se ao marido nas nupcias. Ao exame, apresentava , vaginite hipotrofica e espasmo vaginal que impedia exame especular.Realizadas nove sessões de terapia sexual (8) e vinte sessões de fisioterapia perineal. Utilizamos dilatação digital progressiva de vagina(7,9 ) e com dilatador de silicone e terapia racional emotiva comportamental. Após 3 meses , iniciou coito vaginal satisfatório e alta.
Objetivo: relatar o caso que chama a atenção pelo tempo que essa paciente manteve-se casada nesta condição. Destaca-se a falta de diagnóstico e encaminhamento médico adequados.



Link: http://www.sulbrasileiro2012.com.br/trabalhos/trabalho_aprovado.php?id_trabalho=9789&ev=1

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Curso para tratar vaginismo

Garimpo informações sobre vaginismo quase que diariamente. E encontrei divulgação de um curso para formar pessoas para tratar quem tem esse problema. Isso é maravilhoso. Nem sei como classificar essa iniciativa. Será que finalmente estão percebendo quantas mulheres sofrem em silêncio? Que somos em número muito maior do que imaginam? Quero tanto que a mídia divulgue mais isso tudo para que outras mulheres não esperem e percam tanto tempo quanto eu.

Bem, o link do curso é este: http://eli-fernandes.blogspot.com.br/2012/10/para-tratar-vaginismo-sao-paulo-01-de.html.

Vou tentar contato para saber mais.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Exercícios com o dedo

Olá a todos!

Sempre resisti a fazer exercícios com o dedo, mas tenho feito (com menos frequência do que deveria) e já consegui introduzir dois. Não sinto dificuldade na penetração em si, mas tenho que cortar mais minhas unhas (machuca). A posição pra conseguir eu mesma me penetrar é ruim (mau jeito). Por isso prefiro mesmo os dilatadores que tenho. Mas por enquanto vou persistir na história do dedo.

Penso também em voltar à sexóloga e começar a fisioterapia. Resisto porque acho que conseguirei sozinha. Não acho que isso seja certo, na verdade. Tenho que decidir logo isso e me curar.


Outra coisa que quero falar aqui é sobre um texto que encontrei sobre vaginismo. É num site português - http://health-saude.blogspot.com.br/2012/10/tratar-o-vaginismo.html.

Abraços a todos e todas. Cura, cura, cura.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fisioterapeuta : dra. Livia explica - parte 2

Continuam aqui as explicações da dra. Livia Frulani:

O constrangimento para as mulheres com vaginismo é normal. O problema é muito íntimo, mas nós, fisioterapeutas que trabalhamos na área, acolhemos vocês com o maior carinho e compreensão por já estarmos acostumadas a tratar de mulheres com vaginismo, além de outros problemas relacionados.


Normalmente é feita uma sessão por semana, mas dependendo do caso podem ser duas vezes. As sessões duram em média 1h cada uma. Não sei de planos de saúde que cubram diretamente os gastos com o tratamento, mas o que você pode ver com o seu convênio é se você fizer fisioterapia uroginecológica indicada pelo seu médico ginecologista, como você deve proceder (com os papéis, recibos, etc) para tentar reembolso com o convênio.

Durante as sessões de fisioterapia, basicamente utilizamos nossas mãos. Elas são os melhores instrumentos de trabalho para esse tipo de tratamento, pois vão fazer o toque corporal e vaginal, massagem, alongamento etc. Depois de uma determinada evolução do caso, seguimos para utilizar os dilatadores vaginais na clínica e também na sua casa.


Blog www.liviafrulani.wordpress.com



O assunto deveria ser mais falado mesmo, os profissionais da saúde (médicos, psicólogos, terapeutas, sexólogos, fisioterapeutas) deveriam esclarecer as pessoas que o problema existe e que tem tratamento!!

Esse segredo pode ser exposto sem que você se exponha por completo, através de blogs, como por exemplo o seu!



Como você, muitas mulheres desenvolveram vaginismo, não sabem que tem isso, que existe tratamento, e quando descobrem que tem como se curar, fica difícil de achar uma pessoa que possa tratá-la. Por este motivo, se possível, gostaria de pedir a você que me ajudasse a divulgar o tratamento do vaginismo que eu faço como fisioterapeuta em seu blog e também sobre os workshops para vagínicas e seus parceiros!


sábado, 22 de setembro de 2012

Fisioterapeuta: dra. Livia explica - parte 1

Sempre fico em dúvida sobre fisioterapia para curar o vaginismo. Entrei em contato com a dra. Livia Frulani, e ela não só me respondeu como autorizou que eu publicasse aqui as informações. Obrigada, dra. Livia. Essas informações são muito importantes pra quem vive esse problema. Então, algumas das frases escritas pela própria fisioterapeuta:


O tratamento do vaginismo, como você deve saber, implica duas coisas básicas: um apoio psicológico/terapêutico e fisioterapia. Os medos, ansiedade, dúvidas do dia a dia e dos momentos já vividos na vida acabam refletindo de forma involuntária no corpo, principalmente naquelas mulheres que tem o vaginismo. Como você mesma disse, você acaba por vergonha não chegando a expor o problema pra um profissional ou apresenta dificuldade para ter intimidade com alguém devido a esse problema, o que é muito comum nas vagínicas.

Apesar de estar usando os dilatadores vaginais (observação: é o meu caso), é importante continuar usando (pelo menos umas 2 ou 3 vezes por semana) tentar relaxar ao máximo possível a cada tentativa de introdução dos mesmos e procurar também um suporte psicológico (que ajuda muito na evolução das pacientes).

No tratamento da fisioterapia, nós ensinamos a paciente a relaxar, conhecendo melhor o seu corpo e ter um pouco mais de controle sobre ele, tratar os pontos de dor muscular e alongar. Faz parte do tratamento a introdução do dedo da fisioterapeuta no canal vaginal, com massagem para aliviar as dores do local e recondicionar a mulher com vaginismo para o que seria considerado normal. Há também a parte de utilização dos dilatadores vaginais e dos exercícios que são realizados em casa conforme a evolução da paciente.

O fato de não ter parceiro pode atrapalhar um pouco no tratamento da vagínica, pois a cura, digamos assim, podemos ter quando se consegue manter uma relação sexual com o pênis do parceiro, certo? Mas isso não significa que você enquanto não arruma um, não possa fazer o tratamento e ir treinando quando chegar a hora certa!!!





Blog www.liviafrulani.wordpress.com


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Exercícios com o dedo

Olá a todos! Eu sempre tive resistência em fazer exercícios de dessensibilização com os dedos. Introduzia cotonete, dilatadores, mas minha mão mesmo não entrava na minha vagina. Tocava do lado de fora todo, com ou sem masturbação (que descobri há uns 3, 2 anos), mas não me penetrava.

Nesta semana, decidi que faz parte o meu processo de cura eu enfiar meus dedos na vagina. E consegui com facilidade.

Primeiro, lubrifiquei bem uns 4 cotonetes juntos. Coloquei todos no canal vaginal, mexi com eles (entra e sai), deixei por alguns segundos lá dentro. Depois, foi a vez do dedo indicador direito. E foi. Bem lubrificado, senti as paredes vaginais, fiz movimento de vai e vem. É apertadinho sim, mas foi.

Hoje, continuo os exercícios. Minha amiga da "Minha luta contra o vaginismo" me fez um desafio de fazer os exercicios todos os dias, pelo menos 3 seguidos. Hoje, eu continuo. E não vou mais parar, porque eu vou me curar. Nós vamos. E ponto final (aliás, inicial, o começo de uma vida nova).

ABraços. Rumo à cura!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Contrações que se estendem

Olá a todas (e todos)! Como o vaginismo é algo nada falado e muitas de nós temos vergonha de dividir o assunto com outras pessoas, tenho muitas dúvidas sobre o que eu mesma sinto. Leio muito sobre o tema, mas as informações sempre se repetem, são pouco aprofundadas.

Sabe uma dúvida forte que tenho? O fato de sentir contrações que parecem ir além da vagina em si. Por exemplo: há mulheres que "trancam" as pernas, jogam um joelho contra o outro na hora da relação sexual, numa tentativa de evitar o acesso do homem à abertura vaginal. Não é o meu caso. Eu abro as pernas tranquilamente, o acesso é direto, mas aquela parede "surge" na minha vagina. O único homem em vários anos que tentou me penetrar até conseguiu introduzir dedos (e centímetros do pênis), mas foi doloroso.

Estranho é que há anos percebo que ao ter orgasmo (com masturbação, com sexo oral bem menos) sinto uma contração no ânus. Até com sonhos (quando sonhava estar fazendo sexo) isso já me aconteceu. É como uma pontada forte no ânus, seguida de vontade de ir ao banheiro (e realmente faço minhas necessidades logo depois). É estranho pra mim isso. Não sei se todas sentem.


Enfim, apesar de ser algo desagradável de contar, acho que preciso. Afinal, a maioria de nós não fala com ninguém a respeito, e os médicos não parecem saber de nada sobre o tema. Só insistem em achar que a solução é relaxar, lubrificar... Quem dera fosse só isso pra nós, né?

Se tiver outros sintomas, sentirem outras coisas relacionadas ao vaginismo, contem por favor. A nossa rede precisa se fortalecer, precisamos nos ajudar. Cura, cura, cura.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Outra experiência

Olá a todas (e todos)! Ganhei, recentemente, uma dose extra de vontade de me curar. Conheci um cara bem legal, que não sabe ainda que eu tenho vaginismo. Ficamos juntos, e ao contrário do anterior foi muito bom. Foi tudo delicioso: o beijo, o carinho, as palavras, os abraços. Claro que ele deixou bem claro que o interesse era sexual, mas não forçou a barra. E foi envolvente. As carícias foram esquentando, e não foi algo violento.

A sintonia foi grande. Ficamos de voltar a nos ver, mas não sei quando, como, onde ainda. Mas acho mesmo que pode acontecer. E isso, claro, aumentou 1000% a vontade de estar preparada. Não para ele, mas para mim mesma, porque eu quero ser completa, me sentir realizada, ter uma relação inteirinha, do começo ao fim. Agora tenho certeza de que vou conseguir.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Primeira transa com outro homem = frustração

Senti, há pouco tempo, o quanto não deveria ter perdido tempo e realmente perseguido a cura do vaginismo. Tive meu primeiro contato sexual após anos, o primeiro sem que fosse com meu ex-marido. O saldo foi triste: não consegui, claro, a penetração. E o homem, em questão, desapareceu depois da noite frustrada. Foi meu primeiro envolvimento, de fato, após o divórcio. E parecia a perfeição: ele é (é, porque ainda existe, ainda que longe, bem longe de mim!) bem do tipo que me atrai em todos (quase todos) os sentidos: fisicamente, em certas atitudes, em várias características. Foi realmente o cara que mais se aproximou de tudo aquilo que sempre desejei na minha vida, bem mais até que meu ex. Mas, no encontro, ele (que é mais novo que eu) foi muito ostensivo pra cima de mim (disso eu realmente não gostei), em um segundo, com quase nada de conversa (naquela noite, já nos conhecíamos). E apesar de eu saber que não "daria conta" do ato sexual me deixei levar pela forçação de barra. E, óbvio, não consegui a penetração. Foi extremamente dolorido. Dolorido na hora, dolorido depois. No dia seguinte, quase não conseguia me mover mesmo. Ir ao banheiro, então, sentar, deitar... Foi difícil. Mas difícil mesmo foi a dor interna. A dor de saber que eu não deveria ter deixado tanto tempo da minha vida passar. Que eu deveria ter feito fisioterapia, exercícios, sessões com a sexóloga, sei lá. Eu precisava ter me curado logo. Passaram-se anos, e eu continuo na mesma. Foi imensa também a dor do silêncio, já que não divido com ninguém essa questão do vaginismo. Sou apenas eu e vocês. Talvez, pela forçação de barra que foi, o cara em questão nem quisesse mesmo nada nada nada comigo que não fosse o sexo. Ficou evidente. Mas a sensação que fica é de fracasso, de frustração PRA MIM. Às vezes penso: "Será que se a noite tivesse sido maravilhosa ele não teria me ligado no dia seguinte?!", "Será que a não penetração foi a única responsável por acabar com essa chance maravilhosa que tive de ser feliz?". Essa pergunta eu nunca poderei responder.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Começar do começo

Gente,

É difícil dizer qual é o começo quando o assunto é a cura do vaginismo. Pode ser a questão de reconhecer que se tem o problema (sempre fico em dúvida como classifico o vaginismo: é doença? Não. É disfunção? Dizem que não. Mas problema eu sei, e como sei, que é!).

Reconhecido, então, o problema, o segundo passo é saber que tal problema é esse. No meu caso, já contei no blog, soube porque vi uma breve matéria de TV. Brevíssima. Sem informação. Mas senti que eu, como aquela mulher, achava que nunca poderia ser penetrada, que o pênis não passaria, não caberia.

Com o surgimento da internet (é gente, eu vivi esse tempo), pude buscar mais informações. E a busca das informações é importantíssima (daí por que eu quis criar este blog). Mas a orientação profissional também é muito interessante para quem tem recursos (mora em locais onde, por plano de saúde ou SUS há rede de apoio).

Eu busquei, anos e anos depois (casamento já desfeito praticamente), uma terapeuta sexual. A primeira ginecologista em nada ajudou (e até a atual é fraca nisso). Mas a terapeuta foi quem me falou dos dilatadores, de que não era "culpa" minha, que havia saída.

Informada, orientada, o terceiro passo é partir pra ação: conhecer seu corpo. Você precisa se tocar. Seu corpo é feito para ser tocado, e não há mal nisso. Você deve saber o que sente, sentir prazer, sem culpa. Não sei do seu histórico, eu também tenho as minhas lembranças;experiências. Mas pense no hoje, no agora, na cura.

Tocada, conhecedora (pelo menos um pouco mais) de seu corpo e de sua fonte de prazer, parta para os exercícios. A vagina é elástica. Não é miudinha como pensamos. E precisamos ver isso na prática. Quem não tem dilatadores pode utilizar cotonete e dedo pra começar. Importante: encher de lubrificante. Importante 2: não ter medo da dor. A dor está na cabeça. Vá DEVAGAR, mas vá sim! Importante 3: exercícios todo dia, ou três vezes na semana, no mínimo. Caso contrário, a gente deixa pra depois (e eu já tenho 30 e poucos anos, já protelei isso além do além do limite!).

Você não pode esperar mais. Eu não posso esperar mais. A cura depende do começo. E ele começa agora.

Bjs

terça-feira, 12 de junho de 2012

Voltei. E vou me curar

Olá, para todas e todos! Depois de seis meses, eu volto aqui para dizer que, custe o que custar, eu vou me curar do vaginismo. Aliás, eu não. Nós vamos. Todas nós. Cansei dessa história de sofrer, de achar que sou uma mulher menor que as outras e até que não sou mulher. Sou mulher sim. Eu vou conseguir sim. A penetração é simples. Nosso corpo foi feito pra isso. E seja lá o que for que tem nos causado isso (traumas, subconsciente, medo) isso tudo vai embora e logo. A história é a seguinte: quem não procurou ajuda vai buscar. Pode ser quem tem plano de saúde, pode ser do SUS. A rede que vai se formar aqui será de intensa troca (de nomes de profissionais, de técnicas de exercícios, de histórias). Quando fiz esse blog, em 2009, nunca imaginei nos frutos que colheria. Gente, são tantas as pessoas que vêm aqui, visitam, desabafam, me procuram por e-mail... Demorei a respondê-los, mas agora entendi que minha missão é ajudar a mim e a todas/todos vocês. Mulheres com vaginismo, seus namorados e maridos, famílias que vão começar a partir da cura. Pacto feito? Todas/os comprometidas/os? Pois peguem os telefones para ligar para os médicos, o gel lubrificante e os cotonetes para começar os exercícios de introdução e vamos lá! A cura é nossa! TOMEMOS POSSE DA CURA AGORA. Beijos pra todos