quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fisioterapeuta : dra. Livia explica - parte 2

Continuam aqui as explicações da dra. Livia Frulani:

O constrangimento para as mulheres com vaginismo é normal. O problema é muito íntimo, mas nós, fisioterapeutas que trabalhamos na área, acolhemos vocês com o maior carinho e compreensão por já estarmos acostumadas a tratar de mulheres com vaginismo, além de outros problemas relacionados.


Normalmente é feita uma sessão por semana, mas dependendo do caso podem ser duas vezes. As sessões duram em média 1h cada uma. Não sei de planos de saúde que cubram diretamente os gastos com o tratamento, mas o que você pode ver com o seu convênio é se você fizer fisioterapia uroginecológica indicada pelo seu médico ginecologista, como você deve proceder (com os papéis, recibos, etc) para tentar reembolso com o convênio.

Durante as sessões de fisioterapia, basicamente utilizamos nossas mãos. Elas são os melhores instrumentos de trabalho para esse tipo de tratamento, pois vão fazer o toque corporal e vaginal, massagem, alongamento etc. Depois de uma determinada evolução do caso, seguimos para utilizar os dilatadores vaginais na clínica e também na sua casa.


Blog www.liviafrulani.wordpress.com



O assunto deveria ser mais falado mesmo, os profissionais da saúde (médicos, psicólogos, terapeutas, sexólogos, fisioterapeutas) deveriam esclarecer as pessoas que o problema existe e que tem tratamento!!

Esse segredo pode ser exposto sem que você se exponha por completo, através de blogs, como por exemplo o seu!



Como você, muitas mulheres desenvolveram vaginismo, não sabem que tem isso, que existe tratamento, e quando descobrem que tem como se curar, fica difícil de achar uma pessoa que possa tratá-la. Por este motivo, se possível, gostaria de pedir a você que me ajudasse a divulgar o tratamento do vaginismo que eu faço como fisioterapeuta em seu blog e também sobre os workshops para vagínicas e seus parceiros!


sábado, 22 de setembro de 2012

Fisioterapeuta: dra. Livia explica - parte 1

Sempre fico em dúvida sobre fisioterapia para curar o vaginismo. Entrei em contato com a dra. Livia Frulani, e ela não só me respondeu como autorizou que eu publicasse aqui as informações. Obrigada, dra. Livia. Essas informações são muito importantes pra quem vive esse problema. Então, algumas das frases escritas pela própria fisioterapeuta:


O tratamento do vaginismo, como você deve saber, implica duas coisas básicas: um apoio psicológico/terapêutico e fisioterapia. Os medos, ansiedade, dúvidas do dia a dia e dos momentos já vividos na vida acabam refletindo de forma involuntária no corpo, principalmente naquelas mulheres que tem o vaginismo. Como você mesma disse, você acaba por vergonha não chegando a expor o problema pra um profissional ou apresenta dificuldade para ter intimidade com alguém devido a esse problema, o que é muito comum nas vagínicas.

Apesar de estar usando os dilatadores vaginais (observação: é o meu caso), é importante continuar usando (pelo menos umas 2 ou 3 vezes por semana) tentar relaxar ao máximo possível a cada tentativa de introdução dos mesmos e procurar também um suporte psicológico (que ajuda muito na evolução das pacientes).

No tratamento da fisioterapia, nós ensinamos a paciente a relaxar, conhecendo melhor o seu corpo e ter um pouco mais de controle sobre ele, tratar os pontos de dor muscular e alongar. Faz parte do tratamento a introdução do dedo da fisioterapeuta no canal vaginal, com massagem para aliviar as dores do local e recondicionar a mulher com vaginismo para o que seria considerado normal. Há também a parte de utilização dos dilatadores vaginais e dos exercícios que são realizados em casa conforme a evolução da paciente.

O fato de não ter parceiro pode atrapalhar um pouco no tratamento da vagínica, pois a cura, digamos assim, podemos ter quando se consegue manter uma relação sexual com o pênis do parceiro, certo? Mas isso não significa que você enquanto não arruma um, não possa fazer o tratamento e ir treinando quando chegar a hora certa!!!





Blog www.liviafrulani.wordpress.com


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Exercícios com o dedo

Olá a todos! Eu sempre tive resistência em fazer exercícios de dessensibilização com os dedos. Introduzia cotonete, dilatadores, mas minha mão mesmo não entrava na minha vagina. Tocava do lado de fora todo, com ou sem masturbação (que descobri há uns 3, 2 anos), mas não me penetrava.

Nesta semana, decidi que faz parte o meu processo de cura eu enfiar meus dedos na vagina. E consegui com facilidade.

Primeiro, lubrifiquei bem uns 4 cotonetes juntos. Coloquei todos no canal vaginal, mexi com eles (entra e sai), deixei por alguns segundos lá dentro. Depois, foi a vez do dedo indicador direito. E foi. Bem lubrificado, senti as paredes vaginais, fiz movimento de vai e vem. É apertadinho sim, mas foi.

Hoje, continuo os exercícios. Minha amiga da "Minha luta contra o vaginismo" me fez um desafio de fazer os exercicios todos os dias, pelo menos 3 seguidos. Hoje, eu continuo. E não vou mais parar, porque eu vou me curar. Nós vamos. E ponto final (aliás, inicial, o começo de uma vida nova).

ABraços. Rumo à cura!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Contrações que se estendem

Olá a todas (e todos)! Como o vaginismo é algo nada falado e muitas de nós temos vergonha de dividir o assunto com outras pessoas, tenho muitas dúvidas sobre o que eu mesma sinto. Leio muito sobre o tema, mas as informações sempre se repetem, são pouco aprofundadas.

Sabe uma dúvida forte que tenho? O fato de sentir contrações que parecem ir além da vagina em si. Por exemplo: há mulheres que "trancam" as pernas, jogam um joelho contra o outro na hora da relação sexual, numa tentativa de evitar o acesso do homem à abertura vaginal. Não é o meu caso. Eu abro as pernas tranquilamente, o acesso é direto, mas aquela parede "surge" na minha vagina. O único homem em vários anos que tentou me penetrar até conseguiu introduzir dedos (e centímetros do pênis), mas foi doloroso.

Estranho é que há anos percebo que ao ter orgasmo (com masturbação, com sexo oral bem menos) sinto uma contração no ânus. Até com sonhos (quando sonhava estar fazendo sexo) isso já me aconteceu. É como uma pontada forte no ânus, seguida de vontade de ir ao banheiro (e realmente faço minhas necessidades logo depois). É estranho pra mim isso. Não sei se todas sentem.


Enfim, apesar de ser algo desagradável de contar, acho que preciso. Afinal, a maioria de nós não fala com ninguém a respeito, e os médicos não parecem saber de nada sobre o tema. Só insistem em achar que a solução é relaxar, lubrificar... Quem dera fosse só isso pra nós, né?

Se tiver outros sintomas, sentirem outras coisas relacionadas ao vaginismo, contem por favor. A nossa rede precisa se fortalecer, precisamos nos ajudar. Cura, cura, cura.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Outra experiência

Olá a todas (e todos)! Ganhei, recentemente, uma dose extra de vontade de me curar. Conheci um cara bem legal, que não sabe ainda que eu tenho vaginismo. Ficamos juntos, e ao contrário do anterior foi muito bom. Foi tudo delicioso: o beijo, o carinho, as palavras, os abraços. Claro que ele deixou bem claro que o interesse era sexual, mas não forçou a barra. E foi envolvente. As carícias foram esquentando, e não foi algo violento.

A sintonia foi grande. Ficamos de voltar a nos ver, mas não sei quando, como, onde ainda. Mas acho mesmo que pode acontecer. E isso, claro, aumentou 1000% a vontade de estar preparada. Não para ele, mas para mim mesma, porque eu quero ser completa, me sentir realizada, ter uma relação inteirinha, do começo ao fim. Agora tenho certeza de que vou conseguir.