quinta-feira, 12 de abril de 2018

Faça sexo. A começar com você mesmo

Olá a todos e todas!


Fazer sexo é algo interessante (e maravilhoso). E sinto que quanto mais a gente faz sexo mais vontade dá. A máxima vale inclusive com o sexo com a gente mesmo.

Escutei há um tempo que se a gente não quiser transar com a gente mesmo, como outra pessoa vai querer... Verdade. A gente precisa se querer. Sentir vontade com a gente mesmo. Claro que pode imaginar mil coisas com outros e outras (boa essa parte...), mas precisa se querer. MUITO.

Eu sinto um tesão danado em mim. Talvez por isso goste de espelhos. Narciso explica... Mas acho que é também porque me conhecendo, me vendo transar na frente do espelho (sozinha ou acompanhada) posso imaginar o que o outro pensa de mim, do meu corpo, da minha sensualidade, da minha sexualidade.

Pergunto agora sobre você. Pense se gosta de se ver transando. Pense se sente tesão por você mesma. Pense se sensualiza, se desperta vontade. Se acha que não, repense, treine e corra atrás. Todos somos capazes.


Treine mesmo e faça sexo com você, com penetração (cotonete, dedo, dilatador, pênis) ou não. Pense em você bem linda e gostosa e faça sexo agora, amanhã e depois.

Saia da zona de conforto. Conforto só o da cama, do sofá, da seda daquela lingerie deusa.


Beijos e cura.

terça-feira, 13 de março de 2018

Na luta sempre

Olá a todas e todos!

Quanto tempo! Fiquei mesmo longe e nem sei dizer por que fiz e faço isso. Sinto que não é só a vida. Talvez o vaginismo esteja realmente no passado e isso é muito bom. Muito mesmo. E sou grata inclusive a mim mesma por ter superado. E quero que saibam sempre que a sua cura também está próxima. Só é preciso correr atrás, e se exercitar TODO dia. Dilatadores, cotonetes, dedos. Leitura, ação. TODO dia.

No meu caso, outros fantasmas assombram. Hoje em dia é a falta de gozo. Sim, não sinto orgasmo quase nunca. E a autoestima também é um problema, porque está em baixa.

Hoje, tenho um relacionamento que já dura alguns anos. Fazemos bastante sexo, de formas que nunca imaginei. Uma superação imensa para uma ex-vagínica. Mas poucas vezes eu tenho orgasmos, mesmo quando estou sozinha. Penso se é só comigo e ando pesquisando a respeito. Muitas mulheres não gozam. Por que será afinal, eu me pergunto.

Continuem pesquisando sobre vaginismo e agindo para superá-lo. Superar medos. É super possível. Eu vou superar essa falta de orgasmo também.


Vamos nos falar mais. Um beijo a todas e todos.

Muito amor, gozo e cura. E vamos AGIR.


sexta-feira, 4 de março de 2016

Atualizando vocês... e a mim mesma

Olá todos!

Quanto tempo! Mas estou de volta para dizer que está tudo bem, na vida em geral, e no sexo também (indo direto ao assunto aqui, sem blá blá blá)... rs

Estou namorando, e fazendo umas coisas que nunca imaginei. Fantasias realizadas, posições ... ok, vou poupar vocês dos detalhes (querem saber, né?) Mas o importante é mostrar que uma ex-vagínica é capaz de tantas coisas...
Gozo menos do que gostaria, mas sei que preciso encontrar minha chave na hora h. Estou pensando nisso.

Sobre vaginismo , ando meio desatualizada, mas com vontade de pesquisar. E vejo que não se fala no tema. Fico triste com isso.

Bem, me fale de vocês também.

Feliz por voltar. E já sei até o tema do próximo post .

Beijos e até logo.

sábado, 2 de maio de 2015

Ser ou não ser sexy? Eis a questão???

Meu namoro terminou há alguns meses e deixou muitos momentos legais, aprendizados, mas também uma herança triste: o ex disse que já não sentia tesão algum por mim. Foi um soco no estômago. Mais uma vez me veio aquela imagem de mulher sem sensualidade. E eu fiquei com isso martelando minha cabeça. Mas o outro é que determina se a gente é sexy?

Na minha opinião, isso tem a ver com autoestima, assunto chave pra vida, em seus vários aspectos (amor, trabalho, família...), e talvez mais ainda pra quem tem vaginismo.

Autoestima é estimar-se, saber seu valor, ter amor por si mesma. A gente precisa se olhar mais, reconhecer nossa própria beleza, colocar um vestido pra namorar a si mesma (o mesmo vale pra um bom batom sem que ninguém vá beijá-la e uma lingerie sexy sem que haja intenção de transar com alguém). A gente precisa se amar. Ter certeza de como é bom amar a gente.

No meu caso recente, ficou claro que eu não tinha essa certeza. Por isso, quando ele me disse "não sinto tesão por vc" vesti a carapuça da culpa e da falta de autoestima, sentimentos que eu também tinha quando não conseguia ser penetrada.

Eu, nesses tempos, me considerava menos sensual do que outras mulheres, menos sexy. Hoje acho que também era uma autossabotagem. Mas falo: a mulher com vaginismo é sim sensual e sexy. E ter essa convicção é superimportante também na busca na cura. Pode ser uma ferramenta e tanto, porque dá mais vontade de realizar a tão sonhada penetração e depois usufruir dela. Você precisa entender que essa ideia deve ter a ver com você, não atrele essa classificação a outra pessoa.

Tenho muito a aprender sobre autoestima. Depois do ex, só recuperei a ideia de ser sexy depois de ficar com homens que me mostraram que eu sou assim (todos me chamaram de "gostosa"... Confesso que é uma delícia ouvir isso!!!). Mas não posso depender deles pra saber disso. Eu tenho que me sentir, me achar, me amar. Tenho muito o que aprender. E vc?

Autoestima é vida, faz parte dela, é fundamental pra nós, pra cura. E deve depender de NÓS!!!!


Beijos. Rumo à cura.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Eu voltei!

Eu voltei... E agora pra ficar... Amigas e amigos, sei que minha última sumida aqui do blog foi longa. Vida corrida, ela é a culpada. Mas estou aqui pra saber de vocês e tentar contribuir um pouco mais nessa luta rumo à cura.

Sei que novas visitas apareceram e logo vão relatar seus resultados positivos aqui. Sejam muito bem-vindas!

A cura está próxima! Exercícios, fisioterapia, vontade e ela virá em breve!!! Tenho certeza disso!

Já tenho assunto para o próximo post: ter autoestima e ser sexy tem mais a ver como você ou com o que o outro acha de você?

Até breve.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Informação no YouTube

Olá!

Eu sempre procurei informações sobre vaginismo em vários canais de comunicação. Sempre digo que minha principal luta é colocar o assunto na mídia, porque, embora a internet seja essa imensa rede, nenhum veículo de comunicação fala a respeito de vaginismo, e o conhecimento sobre o tema continua restrito a quem já sabe que sofre dele.

O YouTube é outra ferramenta importante. Hoje, encontrei este vídeo.

Outros tantos, alguns em outros idiomas, também estão disponíveis. Vale a pena ver.


Abraço pra minhas amigas e amigos. E sigam sempre em busca da cura, porque ela está cada vez mais próxima.

terça-feira, 20 de maio de 2014

E eu já nem me lembro do que passei...

Olá a todas(os)!

Eu hoje me peguei pensando que, oito meses depois da cura, nem consigo me lembrar direito do vaginismo. Ano após ano, eu dizia que no ano seguinte não viveria mais tendo que lidar com isso, estivesse eu sozinha ou acompanhada. De repente, me peguei com este pensamento: 2014 é de fato meu primeiro novo ano sem ter vaginismo, sem viver esse segredo que tanto me angustiava.

Confesso (e vcs podem comprovar por postagens antigas deste blog) que várias vezes pensei em desistir e imaginava: Vai ver que comigo é isso mesmo, a vida me quis assim, e eu não vou conhecer a sensação do sexo completo. Não pensem isso!!! A cura é totalmente possível, mas requer um caminho rumo a ela. Caminho de aprendizado, de abertura (engraçada essa palavra), de ação.

Abertura é uma metáfora importante, que também relembrei dia desses numa conversa com meu namorado. Uns 2 anos atrás, eu ainda era completamente fechada. Não sorria muito, não conversava com homens "estranhos" (que não eram conhecidos ou MUITO conhecidos de conhecidos). Era uma forma de afastar de todas as possibilidades. Essa é minha análise hoje. Eu fugia.

Não fujam, amigas(os). O vaginismo exige trabalho. Mas vale muito a pena o resultado.

Beijos. Falem, troquem ideias e tirem dúvidas aqui.