terça-feira, 5 de março de 2013

Fisioterapeuta uroginecológica

Olá!

Um dos motivos de eu ter voltado à sexóloga foi achar que sozinha não dou conta de me curar. Não sei se estou certa (aliás, não sei se estou certa em quase nada nesta minha vida), mas acho que com orientação especializada, profissional, com equipamentos e técnicas será melhor do que só tentar os exercícios com os dilatadores.

Assim, perguntei à médica se indicaria alguém, se conhecia o trabalho de alguma profissional da área. Ela lembrou de uma, mas diz que faz tempo que não tem o contato dela e tal. Vou tentar encontrá-la via plano de saúde. Outra coisa: a sexóloga me disse que era bem provável que o plano não aprovasse de cara a fisioterapia por conta de vaginismo. Assim, no encaminhamento, ela colocou que eu tenho incontinência urinária (o que também pode gerar desconfiança, pela minha idade e pelo fato de não ter filhos), mas simbora tentar.

Quando der tudo certo, falo pra vocês aqui. E, se alguém tiver experiência na área de fisioterapia, favor trocar informações conosco pelos comentários.

Beijos pra vcs todos

sábado, 2 de março de 2013

Volta à sexóloga

Oi a todos!

Depois de alguns longuíssimos e tenebrosos invernos (e verões, primaveras, outonos), voltei à sexóloga. É uma profissional que tem formação em ginecologia, terapia (Gestalt, de família) e pessoa ótima. Isso faz toda a diferença pra mim. Gostei dela de cara, há sete, oito anos (tempo voa), quando a conheci. Estava casada, tive umas quatro consultas, e a quinta deveria contar com o então marido. Ele nunca quis. Enfim, a separação veio, e eu nunca voltei. Pensava, mas repensava, adiava. Agora, chega. Voltei mesmo.

Foi difícil conseguir marcar. Ela é concorrida, atende nessa especialidade apenas duas vezes por mês. Marquei em janeiro pro fim de fevereiro e ainda ligava sempre para perguntar se ninguém havia desistido antes, se não havia lugar pra mim. Só houve mesmo o horário que marquei, e lá estava eu, no meu tempo, tempo reservado pra mim.

Eram tantos anos passados (cinco desde a última consulta) que foi difícil até encontrar minha ficha. Ela meio que me reconheceu, mas teve que recapitular tudo, e foi bom. Eu mesma relembrei coisas, mexi de novo nessa gaveta incômoda, dolorida, mas que faz parte da minha história. Lembrar o que o ex falava, como agia, como eu agia e ajo. Enfim. Contei tudo.

A melhor parte foi dizer que todos os dilatadores entram, ainda que com alguma dificuldade (os maiores). Ela adorou. Contei do "ficante", das tentativas, do sexo. Ela também adorou. Disse que, pelo que falo, a cura está mesmo muito próxima. Eu adorei. Ela explicou que o fato de eu não sentir medo/fobia do sexo é um facilitador enorme. Ela disse que muitas mulheres temem até o abraço, o toque. Eu não, gente! Adoro tudo! Queria mesmo que tudo rolasse logo, fosse suave às vezes, selvagem em outros momentos (calorrrrr)... rs

Por isso, o "protocolo" pra mim não precisa necessariamente seguir alguns pontos. Tipo: ela indicou que na próxima vez (tomara que haja!) eu e meu ficante abusemos do gel lubrificante e, comigo por cima ou de quatro, tentemos a penetração. E, à medida que ela acontecer, o pênis deveria ficar parado. Mas, como não tenho pânico/pavor/fobia, isso não necessariamente precisa ser seguido. O ritmo pode ser mais lento que o normal, mas pode haver um ritmo.

Além disso, podemos tentar outras posições (ela normalmente sugere a mulher por cima porque é mais fácil a mulher não ter medo, controlar velocidade e penetração, e tal). Deu outra dica: de quatro ajuda, porque a vagina não é um canal reto, mas curvo. Papai-mamãe já é mais complicado nesses casos, ela falou.

Bem, além do "dever de casa" a dois (que inclui contar pra ele o que se passa, de modo suave, tranquilo), ela orientou que eu continue com os dilatadores (tentando já começar dos grandes, esquecer os pequenos) e comprar um pênis de borracha, que tem formato, textura e tamanho mais parecidos com os verdadeiros. Confesso que tenho vergonha de ir a um sex shop, mas darei um jeito. Falei com ela que era minha meta, porque também acho que ajudará nos exercícios ter um semelhante a um original.

Volto à médica em um mês. Nessa última consulta, foi mais de uma hora de conversa. Falei sobre o blog, sobre nossa rede de troca, sobre um monte de coisas, gente. A cura está muito próxima, ela disse. E está mesmo pra todas nós que agimos e queremos.

Beijos, amores. Tô felizaça. Vamos continuar lutando juntas(os), porque A CURA EXISTE E ESTÁ PRÓXIMA!