quarta-feira, 13 de junho de 2012

Começar do começo

Gente,

É difícil dizer qual é o começo quando o assunto é a cura do vaginismo. Pode ser a questão de reconhecer que se tem o problema (sempre fico em dúvida como classifico o vaginismo: é doença? Não. É disfunção? Dizem que não. Mas problema eu sei, e como sei, que é!).

Reconhecido, então, o problema, o segundo passo é saber que tal problema é esse. No meu caso, já contei no blog, soube porque vi uma breve matéria de TV. Brevíssima. Sem informação. Mas senti que eu, como aquela mulher, achava que nunca poderia ser penetrada, que o pênis não passaria, não caberia.

Com o surgimento da internet (é gente, eu vivi esse tempo), pude buscar mais informações. E a busca das informações é importantíssima (daí por que eu quis criar este blog). Mas a orientação profissional também é muito interessante para quem tem recursos (mora em locais onde, por plano de saúde ou SUS há rede de apoio).

Eu busquei, anos e anos depois (casamento já desfeito praticamente), uma terapeuta sexual. A primeira ginecologista em nada ajudou (e até a atual é fraca nisso). Mas a terapeuta foi quem me falou dos dilatadores, de que não era "culpa" minha, que havia saída.

Informada, orientada, o terceiro passo é partir pra ação: conhecer seu corpo. Você precisa se tocar. Seu corpo é feito para ser tocado, e não há mal nisso. Você deve saber o que sente, sentir prazer, sem culpa. Não sei do seu histórico, eu também tenho as minhas lembranças;experiências. Mas pense no hoje, no agora, na cura.

Tocada, conhecedora (pelo menos um pouco mais) de seu corpo e de sua fonte de prazer, parta para os exercícios. A vagina é elástica. Não é miudinha como pensamos. E precisamos ver isso na prática. Quem não tem dilatadores pode utilizar cotonete e dedo pra começar. Importante: encher de lubrificante. Importante 2: não ter medo da dor. A dor está na cabeça. Vá DEVAGAR, mas vá sim! Importante 3: exercícios todo dia, ou três vezes na semana, no mínimo. Caso contrário, a gente deixa pra depois (e eu já tenho 30 e poucos anos, já protelei isso além do além do limite!).

Você não pode esperar mais. Eu não posso esperar mais. A cura depende do começo. E ele começa agora.

Bjs

terça-feira, 12 de junho de 2012

Voltei. E vou me curar

Olá, para todas e todos! Depois de seis meses, eu volto aqui para dizer que, custe o que custar, eu vou me curar do vaginismo. Aliás, eu não. Nós vamos. Todas nós. Cansei dessa história de sofrer, de achar que sou uma mulher menor que as outras e até que não sou mulher. Sou mulher sim. Eu vou conseguir sim. A penetração é simples. Nosso corpo foi feito pra isso. E seja lá o que for que tem nos causado isso (traumas, subconsciente, medo) isso tudo vai embora e logo. A história é a seguinte: quem não procurou ajuda vai buscar. Pode ser quem tem plano de saúde, pode ser do SUS. A rede que vai se formar aqui será de intensa troca (de nomes de profissionais, de técnicas de exercícios, de histórias). Quando fiz esse blog, em 2009, nunca imaginei nos frutos que colheria. Gente, são tantas as pessoas que vêm aqui, visitam, desabafam, me procuram por e-mail... Demorei a respondê-los, mas agora entendi que minha missão é ajudar a mim e a todas/todos vocês. Mulheres com vaginismo, seus namorados e maridos, famílias que vão começar a partir da cura. Pacto feito? Todas/os comprometidas/os? Pois peguem os telefones para ligar para os médicos, o gel lubrificante e os cotonetes para começar os exercícios de introdução e vamos lá! A cura é nossa! TOMEMOS POSSE DA CURA AGORA. Beijos pra todos