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Alternativa (!) (?) (.) (...)

Olá a todas e todos! Você pensa em sexo anal? Eu nunca havia realmente pensado até que meu primeiro parceiro sexual (o primeiro com penetração) propôs. Admito que, naquela hora, achei que era "brincadeira". Não era, mas o tom com que ele disse soou assim (e nada sexy). Enfim, a penetração vaginal aconteceu, e nunca fizemos a "alternativa". Com meu marido, não houve proposta. Foi tudo bem natural, num momento muito envolvente, e simplesmente aconteceu (depois de muitas penetrações vaginais). Até aí eu nunca havia de fato considerado a possibilidade. Achava sexo anal meio impossível pra mim, imaginava que seria doloroso. Mas um dia fizemos, e desmistificou tudo na minha cabeça. De primeira, não foi um show de prazer, mas me empoderou. Pensei: que foda (literalmente)!!! Eu me senti muito dona de mim. Outras transas assim vieram, e já gozei muito também com sexo anal, algumas vezes aliado à estimulação do clitóris. Feito com cuidado, não é doloroso (pra mim...

“O importante é a mulher saber que existe tratamento”

Olá a todas e todos! Como vocês estão? Minha esperança é que estejam buscando sua cura, que vale tanto a pena para curtir ainda mais a vida. Eu sempre digo: existe cura, mas para ela é preciso buscar o caminho, correr atrás. A cura não vem em milagre de hora para outra, não vem sozinha batendo à sua porta não... Você procura saber mais sobre o tema? Eu sempre busco informações e notícias sobre vaginismo, mesmo tanto tempo após minha cura. Gosto de ver que o assunto não está sendo tabu (ou está sendo menos tabu) e que outras mulheres têm a oportunidade de conhecer mais para superar esse problema de uma vez. Quero, este é meu sonho, que menos pessoas sofram com o vaginismo. E que passem por isso por menos tempo possível. Li um texto publicado na página do médico Drauzio Varella em que a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, coordenadora do Centro de Apoio e Tratamento do Vaginismo (CATVA) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz em alto e bom som que O IMPORTANTE...

Qual é seu principal obstáculo?

Oi, todas e todos! Venho aqui hoje para tirar uma dúvida minha, particular, mas que também pode ser sua ... e a resposta, sua resposta, pode levar à maior busca pela cura: qual é seu principal obstáculo no caminho da cura do vaginismo? Eu, quando tinha vaginismo, sentia muito medo. Era medo da dor, principalmente. Ou melhor: medo de ser diferente. Achava que minha vagina poderia mesmo ter uma barreira, sei lá! Aí, fui a uma médica, que me disse que a anatomia era perfeita, que era só eu relaxar... baboseira que MUITOS médicos dizem (já li mil relatos iguais ao que vivi). Essa médica me sugeriu cirurgia, e tirei o hímen. Não temi a operação. Fiz. Doeu. E me recuperei. Então, achei que a cura seria imediata. Não era: foi uma decepção enorme, e só piorou minha sensação de ser impossível a penetração. Falta de informação louca dessa médica... Bem, depois fiz tudo praticamente sozinha, lendo na internet, me exercitando com cotonete, dedo e dilatores. Felizmente, e graças à minha fo...

Gozar... em todos os sentidos!

Oi! Se eu perguntar em qual dos nossos 5 sentidos você pensa ao ouvir a palavra sexo, o que você responde? Tato? Visão? Audição? Olfato? Paladar? Sexo tem a ver com TODOS os sentidos. TODOS e mais alguns. Delícia demais! E a dois, a três, a mil ou sozinha, você precisa exercitar isso. Ajuda e muito na luta pela superação do vaginismo, mas, principalmente, faz a gente gozar mais. Aproveitar mais. É esta porta que você precisa abrir ou manter aberta na sua vida. O tato, claro, é um dos primeiros sentidos em que se pensa ao falar de sexo. Tocar-se e tocar o outro. Como é bom!!!! Mas também tocar aquela lingerie maravilhosa, tocar o lençol (seja ele de seda, de algodão), tocar a grama ou a areia se o lugar para a transa for mais diferente, tocar uma pena bem levinha e fazê-la tocar você e o outro... Fazer um óleo deslizar pela sua pele (se for um quente, daqueles de velinhas aromatizadas... melhor ainda), jogar seu cabelo pelo corpo (seu e dele ou dela), sentir a textura dos pel...

Vamos viver tudo o que há para viver. Vamos nos permitir!

Hoje li uma reportagem sobre mulheres no Japão (link abaixo, o texto está em espanhol). Um estudo indica que, no país, um quarto das mulheres com idade entre 18 e 39 anos nunca fez sexo. Isso me trouxe à mente o quanto o conservadorismo, o puritanismo e o fato de ser reservada demais influencia na vida sexual da gente, em qualquer lugar deste planeta. Até o romantismo exagerado, esse amor romântico, muito cuidadoso e pouco sexual, pode ser um componente para a questão que conhecemos de perto, a de não aproveitar o sexo. De fazer do sexo um tabu, de anular essa parte tão importante da nossa existência. De tantos relatos que já li sobre vagínicas, muitos dizem respeito a repressão provocada pela família, pela religião e em consequência pelas próprias mulheres. A boa notícia é que sempre há tempo de mudar isso. Analisar a si mesma, fazer terapia, conversar com outras mulheres que passam pelo problema são algumas das opções para criar um novo cenário, um cenário de libertação sexual e d...

Dilatadores: mercado aumentou

Ei, todas e todos! Em pleno carnaval, cá estou eu para falar de... dilatadores!!!!!!! Sim, porque exercício para vencer o vaginismo vale (e muito) até durante o feriado e a folia. Percebi, pesquisando nos últimos dias, que o mercado de dilatadores vaginais aumentou no Brasil (finalmente!). Na época em que comprei meu kit, tive que importar dos EUA. Deu trabalho (de esperar a entrega, principalmente), e não foi barato. Agora, está bem mais em conta... Para encontrar algumas opções, basta digitar no Google (eu escrevi DILATADORES VAGINAIS COMPRAR). Todos se parecem com o que adquiri: vários tamanhos de dilatadores, cada um de uma cor. Também achei o produto em sites de compra e venda (aqueles que comercializam tudo quanto é qualquer coisa). Preços variam... A média fica em torno de R$ 100 e pouco. E alguns vendedores parcelam. E nada de vergonha de comprar, por favor. As caixas são discretas, e você precisa superar o vaginismo para curtir a vida ainda mais, plenamente. S...

Eu me casei... mesmo!!!!!!!!

Todas e todos, oi! Então, como havia adiantado no último post... eu me casei! DE VERDADE. Digo isso porque sinto verdadeiramente o que é um casamento agora. O amor, a paixão, a parceria. E a vida sexual!!!!! Casar, neste caso, não foi consequência de anos juntos (como no meu primeiro), mas sim uma escolha. Sinto que isso faz toda a diferença no meu caso! Escolher ficar junto, inclusive, sendo mais difícil na parte prática da vida. Mas amor é isso, né? Escolher mesmo que não seja a opção mais fácil do ponto de vista prático. O que vocês têm com isso, com o fato de eu ter me casado??, podem se perguntar... É que eu acho interessante falar aqui, neste espaço, que a vagínica ou ex-vagínica tem sido direito a recomeçar, a sonhar e realizar sonhos (eu nem sonhava mais com isso, sinceramente! rs), mas enfim... o vaginismo não é um destino, um ponto final não! Não mesmo! Eu superei o vaginismo, conheci outras pessoas, transei com pessoas diferentes (opção de cada um, que fique cl...